4 de ago de 2011

Minúcias

Eu comumente me parto em duas
Partícula que deseja ser pó solto
Molécula que deseja ser raiz
Parte de mim
Quer ser feito folha seca levantada do chão
Barco deslizando manso nas espumas do mar
Sempre longe
A minha outra metade
[a parte sensata de mim
Fica me lembrando de que nem tudo é flor
Que nem mesmo as nuvens são eternas
E que mais vale um pássaro na mão do que dois voando
Mesmo se fosse eu um desses dois

Confesso que dessa metade eu tenho pena.



3 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Nem sempre me vejo em minha outra metade.

Rayza disse...

Gosteei do blog, posts muito bom ! . segue la o meu .

amigadasunhas.blogspot.com

Beijinhooos ;*

Fabrício disse...

Quem dera espuma flutuante ou bolha de sabão colorida pelo dia... quem dera.


cheiro