30 de abr. de 2009
Virgens Suicídas II
Universidade Federal da Bahia, terça feira dia 28/04/09. O dia em que nós três, eu, Gabí e Pris, nos descobrimos no meio de uma crise existencial daquelas. Com direito a jogos de tarot e lidas em horóscopos cabalísticos. A propósito, lá tava dizendo que eu iria morrer num naufrágio. Certeza que de minhas lágrimas. Mimimi.
A fossa foi tamanha, que na quarta nenhuma das três foi á faculdade. O paí ó!
Hoje, quinta feira dia 30/04/09.
Cena 1: Fossa branda
Cenário: Bancos laterais da biblioteca
Gabí: - Tava lendo sobre quiromancia na internet ontem, e li que quem tem os dedos duros é mão-de-vaca. Eu sou mão-de-vaca! Meu lema é que tudo que é de graça é melhor.
Eu: - Mas é mesmo pô, um beijo é de graça, um pôr-do-sol é de graça...
Pris: - Que lindo isso!
Eu: - Serião, meu ideal de namoro é algo bem assim, andar de mãos dadas, dividir uma coxinha dormida num pequenique no parque, beijo com gosto de café mal passado...
Gabi: - Correr atrás do busu lotado...
Pris: - Hahaha, eu quero um namorado que eu possa arrotar na frente dele!
...
Eu, Gabi, Pris: - Precisamos de um namorado now!
Três, no caso.
Cena 2: Fossa média
Cenário: Aula de Técnicas de Pesquisa
Eu: - Velho, serião, preciso empolgar a minha vida right now. Ou arrumo um emprego, ou arranjo um namorado, ou caio nas drogas pesadas!
Gabí: - Em uma semana o emprego fica um saco.
Eu: - Certos namoros também...
Gabí: - Fato.
Eu e Gabi: - Vamos às drogas pesadas!
(Nessa hora Pris provavelmente estava fazendo algo autista, tipo olhando pro nada com aquele brilho no olho, e aquela expressão insana que só Pris consegue ter.)
Cena 3: Fossa master
Cenário: Caminho para o PafI
Gabí: - Vou ter que ir na casa da minha melhor amiga, ela veio de Curitiba só pra me ver!
Pris: - Super queria ir pra Curitiba!
Eu: - Eu queria era sair dessa merda.
Gabí: - Essa merda chamada UFBA?
Eu: - Essa merda chamada vida.
*Minuto de reflexão*
Pris: - Tamo na mó merda.
Gabí: - Ô, se tamo.... Já disse que a politécnica é um ótimo lugar pra se matar?
Eu: - Vamos morrer virgens é velho?
*Minuto de reflexão*
Eu: - Vei, vou perder o busu. Beijo!
Lê-se: Nem com reza braba! Caixão branco ficaria tom sobre tom com minha palidez, out demais.
Enfim, quem por acaso tiver um emprego pra nos arrumar, quiser se candidatar a namorado ou for traficante de drogas pesadas, favor entrar em contato comigo!
Vamos aos fatos:
- Eu nunca na minha vida fui depressiva, nem tive tendência suicída. Ás vezes é chato ser pisciana e absorver o astral das outras pessoas. Minha pré-depressão aumentou com o contato com outras pessoas em pré-depressão. Cris, cadê você hoje? :(
- E tenho que parar de desabafar pras pessoas, ninguém tem obrigação de escutar as minhas lamúrias, e meus problemas sem fundamento. Eu sou chata pra caralho!
28 de abr. de 2009

Meu coração outonou, meu destino soprou: amarás, amarás, amarás.
Até a última nesga; até o último pranto.
É que eu nasci para amar.
E tenho como destino o triste, como sina, me entregar demais, me entregar total. Eu nasci para amar, e cada pedacinho de mim é amor; cada poro, cada pêlo.
Eu nasci pra ver o amor no espelho, amor diário, amor nas quinas e esquinas dos olhos meus, num suspiro sincero de alma.
Desde então, vou vivendo e vendo o desgastar das cordas minhas do coração, amando mais, e sempre, e pronto, e só, e fim.
E no meu peito vibra tenso o aviso, a sorte: amarás, amarás, amarás.
25 de abr. de 2009
Pecado Original ou Moreno Delícia ou Foda-se o Título

Ele, cheirando a suor e a óleo diesel, me disse maroto: - O amor é que nem pneu, um dia murcha!
Minha cabeça fez zum, meu queixo caiu. A única coisa que eu conseguia pensar no momento era: viado, viado, viado. Só fui pensar na possibilidade daquele desgraçado ter se envolvido com outra mulher muito longe dali. Preferia imaginar ele sendo enrabado, a me trocar por outra vadia. Vadia pra ele, só eu.
Meu caso com aquele cara, foi fogo puro. Ele era um pecado, e eu soube desde a primeira vez que fitei aqueles olhos negros que me perderia alí fácil, fácil.
Pra falar bem verdade, não foi tão fácil assim. Mas eu nem tentei resistir tempo demais. Que mulher normal resistiria àquela tentação? Nem virgem.
Ele era gostoso demais. Toda aquela morenice, aquela pele reluzente, aquele jeito de andar dos felinos. Era pura lasciva, pura delícia, puro delírio. Era homem demais pra mim, eu sei. E quem disse que eu dava conta?
Na cama ele me apertava, ele me mordia, ele me arranhava, ele me batia, ele me virava do avesso. E eu adorava, e eu gemia, e eu pedia bis, pedia pra ele não parar, nunca, nunca. Ele cheirava a sexo, o suor dele tinha gosto de sexo, a língua arisca dele tinha gosto do nosso sexo. Eu não esqueço da quentura daquela língua percorrendo meu corpo, brasa pura. E aquelas mãos, meu deus, aquelas mãos! Pareciam feitas de qualquer coisa menos carne de gente. Ele era um pecado, o 8º. E eu queria pecar, e pecar, e pecar nos braços dele.
Mas aí, bem aí nesse ponto, em que o fogo corroia meu juízo e eu estava louca, louquinha por aquele safado, ele resolve me deixar. Simples assim, como quem larga uma muda de roupa puída. Viado, viado, viado.
E ainda dá aquele sorriso sarcástico, e vem com aquele papinho de “amor”. Como se eu amasse mesmo ele, e como se ele me tivesse amado. Ta bom que eu estava perdidamente apaixonada, mas daí a amar é um passo bem longo. Eu só queria o sexo. E um colinho de vez
Mas sim, meu moreno delícia foi-se embora num velho fusca café-com-leite, que eu ajudei a pagar. “Buscar outros verões, doçura, não consigo me prender a uma terra não”. Foda-se. E meu fogo, quem apaga?
Tem mulher na jogada, aposto a minha reputação.Ou ele virou viado mesmo. Aquele homem era bom demais pra cortar pra um lado só.
Pra ler ouvindo: Disritmia - Versão de Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede
24 de abr. de 2009
Pronome Possessivo
Se você não existisse
Certeza que eu te inventaria!
Do mesmo jeito, fiapo por fiapo
Os mesmos olhinhos quase pretos
O mesmo sorriso de sol
Os mesmos defeitinhos (e defeitões até)
Eu faria você pra mim
Só que com uma etiqueta com meu nome, bem grande
E uma palavra em caps lock:
INDISPONÍVEL
Por tempo indeterminado...
23 de abr. de 2009
Amor de pôr-do-sol
Sentados na areia branca, esperavam o sol beijar a água. Ele descia manso e denso, amarelo-laranja por detrás das nuvens, ansiando pelo encontro diário com o mar: era amor demais. O garoto pensava no futuro, ela pensava no não ser. Cada um numa freqüência. Mas foi ela que falou, quase num sussurro.
- Eu não sou do seu mundo, não daqui. Mas não me culpe por isso, por não ser, nem poder tentar.
- O que diz? Você pode viver bem comigo, como até então.
- Posso não, não mais. Não vê? Eu sou azul, você é quase sem cor. Não daria. Eu iria te preencher demais, e você não iria sequer me afetar, nem uma gotinha só.
- Isso é um adeus, então.
- Você sabe que não. Eu acho que não consigo viver bem tempo demais sem você. Mas o que ta traçado ta traçado. Você não vive falando do destino? Se for pra ser, é apenas um talvez. E você vai ficar melhor agora sem mim.
Ele já não prestava atenção na água, nem no sol, nem
- Sabe o que eu notei? Eu sou torta e você insiste em se apoiar aqui. Não cabe mais, cai eu, cai você. Prefiro cair só, pra lhe poupar.
- Um dia você disse pra eu não lhe deixar, você lembra? Me pediu pra te levar comigo. Me fez te prometer. Eu não te entendo, eu não te consigo entender. Mas eu me deixei apaixonar. Não vá, te peço, te rogo, nem tenho medo da humilhação. Não vá.
As nuvens cobriam o sol completamente agora. O céu era todo nuvem, nuvem triste. Assim como estava o coração dele. Nublado.
- Você fica melhor só, lhe prometo, lhe juro. E eu nem to te deixando, fale besteira não menino! O nosso amor ta guardadinho num pote, pra amadurecer. Ainda ta verde, não vingaria. Confie
E ela saiu carregada pelo vento, quase a flutuar pela grama, meio gente, meio fada. Coração ainda na areia. E ele olhou o beijo do sol no azul-verde do mar, meio livre, todo preso. O último beijo do sol, rápido e sôfrego nas ondas. E se riu triste.
- Ah é verdade isso. E é amor verde demais!
21 de abr. de 2009
Juízo Final

Ainda posso sentir o toque da pele dele na minha, aquele cheiro de loção barata e aquela cara que ele fazia quando ia gozar em mim. Eu gostava dele, sabe? Dele todo, de cada defeito. E vocês que pensam que putas não têm sentimentos!
Eu era a puta dele, do meu preto sem vergonha. Eu era a puta que ele se deitava quase todas as noites, a vagabunda que fazia a festa dele na cama, a vadia sem pudores e sem juízo. E nem cobrava por isso.
Meu lençol tem o cheiro de muitos homens, moço, mas é o cheiro dele que eu tento esquecer. Eu tento apagar da minha memória aquele cheiro e aquele gosto, e é quase tão ruim como lembrar dele morrendo. Sabia que ele morreu gozando?
Claro, claro que você sabe. E por isso que eu estou aqui. Pra contar porque eu matei o homem da minha vida. E nem foi difícil na hora. Digo, o ato. Foi bem rápido até.
Agora não vai me julgar, ta legal? Eu o matei mesmo, pode me prender, eu esperava por isso. Não vou dizer o porque. Puta lá precisa de motivo?
Estou entrando em contradição, eu sei. Mas que inferno! Uma pessoa não pode amar alguém e odiar na mesma proporção? Pois era isso que eu sentia por ele: amor e ódio. E eu matei aquele escroto por amor.
Não, eu não vou contar. Pode me bater mais, eu estou acostumada com isso. Pensa que assim vai me fazer falar? Me batendo? Aquele desgraçado vivia me batendo, e eu ainda gostava dele. Na verdade, sempre gostei de levar uns tabefes de vez em quando. Ele me fazia sangrar, ele me humilhava. Ele me xingava de todos os nomes possíveis, aquele puto. E eu adorava.
Eu sei que não vim aqui falar de mim, que porra! E não me mande parar de fumar. Olhe moço, eu sei que estou te desacatando, sei que vou ser presa naquela porra daquela cela, então não enche. Eu quero falar de mim, eu quero falar da minha vida de puta. Porque só assim pra falar sobre ele. Já que minha vida de puta, e minha vida com ele, são uma coisa só.
Eu amava aquele desgraçado. Já disse isso, não? Amava, amava como nunca amei ninguém na minha vida desgraçada. Comi muitos homens, mas cobrava por isso, era meu emprego, meu ganha-pão. E não tenho vergonha não. Um padeiro tem vergonha de vender pão? Um médico tem vergonha de vender saúde? Eu vendo sexo, vendo alívio, vendo companhia. Eu sou o pesadelo de todas as esposas, das mães zelosas, das namoradinhas donzelas. Porque elas sabem que seus homens mais dia ou menos dia vão acabar nos meus braços.
Com ele foi assim. Ele era casado, a mulher esperava um filho. O conheci numa noite como essa, tempo meio chuvoso. Sabe como são as grávidas! Os maridos nunca resistem a nós.
Desde aquela noite, ele me procurava com uma freqüência feroz. Ele todo era feroz, me agarrava com instinto de um bicho, me apertava, grunhia, urrava como um animal. E quando ele gozava fazia aquela maldita cara. Dava tudo pra esquecer aquela maldita expressão! Porque quando lembro dela, sinto o morno do sangue dele me molhar a pele, tingir minha cama e minha retina de vermelho escuro. E sinto de novo o meu coração se partir em mil e morrer com ele. Aquele corpo tombando pesado no meu, aquele corpo enorme que se satisfazia do meu, que me abusava. Aquele corpo de homem, do meu homem! Mas não dava mais. Eu tinha que mata-lo.
Ele jamais seria meu. Eu sempre soube disso, mas ultimamente tava se tornando insuportável. Ele ia embora com ela, e com a maldita filha deles. Tomara que ela um dia venha a ser uma vagabunda como a amante do pai dele. Não me mande calar a boca! Eu falo como eu quiser, inferno! Eles iam embora, ele iria me deixar. Eu não suportaria isso. Suportava que ele vivesse com elas, que dividissem um teto, uma família. Porque eu sabia que quase todas as noites ele seria meu. Mas agora não. Ele estava me deixando, e eu nunca fui mulher de perder. Nunca. Aquela velha história clichê de não ser de mais ninguém, confesso.
Agora ta bom pra você? Um crime passional cometido por uma puta que não tem nem onde cair morta! Daria uma boa matéria de jornal. E você pensando que alguém tinha me dado dinheiro pra eu fazer isso. Nunca mataria o meu homem, por dinheiro nenhum. Matei por amor, por egoísmo, por vaidade. Matei, e por mais que isso me doa, mataria de novo, e de novo e de novo.
Só queria poder esquecer a cara que ele fazia quando ia gozar em mim...
20 de abr. de 2009
Sobre estar só

Pois bem, sobre estar só. Caralho, eu nunca me senti tão só. Por dentro, e por fora. Os quartos vazios, as cadeiras vazias, a casa inteira, inteira vazia, sem conversa mole, sem reclamações, sem risadas, sem brigas, sem refrões... e em mim, um vazio ainda maior. Mas nem é aquele vazio de saudade não, é vazio de “pohan, ninguém pra cuidar de mim”. Um vazio egoísta demais, confesso. Mas é. Meu vazio! Minha parte egoísta toda se manifesta agora, e ela consegue ser mais forte que minha parte independente. A parte de mim que quer ser solta, que não quer rédeas, pfii, ta tão miúda tadinha! To preferindo, agora, cabestro à solidão. Quem diria?
Agora eu ouço música, escrevo, tento mastigar um salgadinho meio mole meio velho de almoço ás 3h da tarde, enquanto penso se vou estudar pra prova de quarta ou deitar na cama desforrada há três dias que me olha com cara de carente. E acabei de lembrar que minha provisão de caquis não acabou. Vou come-los. Foda-se o amor. Já que eu não tenho ninguém pra compartilhar meu vazio comigo.
Fatos:
- Consciência é pior que qualquer reclamação, saudade só não é pior que solidão, comer bolo de chocolate com leite condensado em todas as refeições não alimenta e dá espinha. E eu nem preciso falar do preço da maquiagem de novo né?
19 de abr. de 2009
Splash Shine
Agora você ta só mais do que nunca, já que os transeuntes sem rostos fugiram da sua chuva. Ou quase tão só, completamente. Você vê alguém vindo na direção contrária a sua, mas a chuva e a miopia não deixam você ver direito aquele rosto desfocado. E você quer enxergá-lo, engraçado, a pouco você não tava nem aí pra cara dos transeuntes desconhecidos. E aquele ponto sem forma, vai aumentando e aumentando até aquela criatura ficar a poucos metros de você. E qual não é a sua surpresa, quando aquela criatura lhe rouba um beijo. Na chuva. Um desconhecido quase sem rosto, lhe beija na chuva, e você não faz nada. Você nem sequer tenta evitar aquilo, acho que era pra acontecer. Agora você só sente as gotas, que caem como se te ferissem, e a língua daquele estranho. A língua te invadindo, o gelado do rosto dele, a lasciva do toque dele. Você não ta mais nem aí agora. E como sempre, se entrega àquele beijo, como se aquilo fosse te salvar de você mesma. Sempre assim, procurando nos outros uma maldita válvula de escape, uma chance de ser completa quando você não consegue se encontrar sozinha. E ele lhe continua a beijar, naquela rua vazia de transeuntes, fedendo a mar, porque momentos antes um homem afobado tinha derrubado um isopor lotado de peixes, não tão frescos, na agonia do começo de chuva. Você pensa que nunca mais vai conseguir comer mariscos sem lembrar daquele beijo, e não sabe ao certo se isso é bom o ruim. Mas foda-se, não é que aquela criatura tinha o beijo mais incrível que a sua boca tinha beijado? Talvez fosse a magia da chuva, nunca antes beijos molhados. Não importava. Na sua cabeça: línguas, gotas, chuva, frio, peixe, vida de merda. Um ser desconhecido, um corpo desconhecido, uma alma desconhecida. Aí você se da conta, empurra aquele corpo molhado. Cacete, você é maluco?, você pergunta, se rindo. O quê?, ele se assusta um pouco, era engraçado ver aquele cara assustado, caramba, ele tinha lhe roubado um beijo, e agora se assustava com aquela frase de você. Esquece, eu acho que te conheço, você grita sem necessidade, ele ta tão perto que você poderia até sussurrar. Me conhece?, ele ainda se surpreendia com a sua falta de lucidez, como alguém pode se surpreender com alguém que se deixa beijar assim, sem mais? Sim, eu sonho com você direto. Agora cale a boca, você manda, como se ele estivesse mesmo falando muita coisa. E você puxa aquela criatura pra mais um abraço, você sente novamente o toque da língua dele na sua, as gotas não param de cair, a rua não para de feder, e você já nem lembra do rosto dele, se é que você tinha prestado atenção nisso. E você não tem mais juízo algum, a chuva já levou todo. E a loucura jajá virá buscar o resto.
P.s.: Samir tá me devendo um desenho! Atualizo ou não depois :)
15 de abr. de 2009
Agora eu sou prolixa e ninguém vai me segurar!

Pra começo de conversa eu to puta.E nem um pouco lírica hoje. Não vai ter poeminhas fofinhos, nem croniquinhas bobinhas, muito menos contozinhos mamão-com-açúcar. Quero reabrir esse blog em grande estilo: puta da vida.
Caralho, as coisas começam a fazer um sentido tão grande pra mim, que eu sinto que minha cabeça vai explodir a qualquer hora. E tudo sempre foi obviozão, eu que tenho essa mania idiota das coisas parecem ser mais complicadas do que realmente são. Nesse mundo de meu Deus, é tudo simples, como o bê-a-bá. E foda-se.
Fatos:
- Maquiagem e cosmético tão caros pra caralho. O que é foda, porque você que é feia sabe que essas coisas são imprescindíveis. Você precisa comer chocolate, mas tem que comprar maquiagem pra poder futuramente comer mais chocolate, no caso. Paradoxal, quem já viu?
- As pessoas são miseráveis, todas elas, sem exceção. Até eu mesmo, sou uma putinha miserável. E o pior que você viveu bem sabendo dessa verdade, até um belo dia acordar e começar a se importar com isso. Mesmo sabendo que nem você, nem as pessoas deixarão de ser miseráveis só porque você não acha isso justo.
- Quando minha mãe não ta em casa, eu não vou pra faculdade. Não vou, tenho preguiça, prefiro ir na lapa comprar besteiras, dormir até mais tarde, ou não fazer nada. O foda é que é foda descobrir-se tão irresponsável assim de precisar da mãe pra seguir a vida acadêmica.
- Uma coisa interessante que eu descobri, é que se você tá triste, fale sem parar. Fale pra cacete, fale e fale, mesmo que seja sozinho, vai ter uma hora que você vai ta tão perdido nas palavras que nem vai se lembrar de que tá triste. Mas eu nem tô triste.
